segunda-feira, 5 de novembro de 2012

momento corado

O teu texto foi verdadeiramente tocante; sinto-me capaz de te mandar flores por correio neste momento (ou uma caixinha de música que fuja ao cliché do Lago dos Cisnes). Diria que escreves com a lábia de quem poderia escrever para uma Blitz (ou uma Rolling Stone revista, melhorada e imaginária). Tu consegues usar a memória das letras e dos sons com uma subtileza que me inspira e fazes as minhas escolhas encaixarem nos momentos e nas recordacões que partilhamos. Esse condão é teu e só teu.

Repara como eu seria incapaz de te associar a um som, porque para mim fazes parte da escala pentatónica e do teclado do piano. Quando penso numa letra, porém, já imagino Just the Way you Are, de Billy Joel, ou You are the Sunshine of my Life, de Stevie Wonder, e pouco mais. Talvez por preguica, desculpa. Há palavras que chegam para exprimir emocões, sem necessariamente recorrermos a antologias poéticas, aos problemas existenciais do Pessoa ortónimo vs. Ofélia, aos poemas sórdidos do Al Berto (ou mesmo à versão softcorezinha do Bocage).

Fundamental é o prazer que tenho em mostrar-te matéria prima e ouvir as tuas escolhas; das surpreendentes pecas do Sassetti e das bandas e artistas que me ensinas. Podia enumerar uma sacra lista (Wilco, Raphael Saddiq, Voicst, vou-te excluir do meu orkute,...) mas a sua extensão tornar-me-ia herético, mesmo em Terras da Blogosfera.

Espero que não te sintas desamparada perante tão gloriosas recordacões do secundário e não te falte música e júbilo capazes de te manter gloriosa, "feliz, descomplexada e serena". Como aliás tens sido.



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