finalmente vejo os flocos a cairem levemente ao sabor da mais pequena brisa, acabando por desaparecer. o chão permanece seco e duro, tão férreo como tem estado nos últimos dias emcobertos. hoje, se alguma magia houve, foi junto à catedral: acenderam velas de óleo entre as árvores e o chão está coberto de pequenas luzes douradas e cintilantes, que convidam à introspeccão. mas as mãos comecam a latir e sou forcado a procurar abrigo e calor, contra a minha própria vontade. Penso no Big Brother busco um lugar sem telecrã. Depois penso para mim próprio e lembro-me: espera, estou na ainda chamada União Europeia, segundo li nos meus livros escolares, terra de democracia e governada por gente que nunca elegi. olho para o relógio, e o SEB Sparbanken já deve ter fechado. para a semana abro lá uma conta, não quero que o meu pão dependa de um banco que só tem casas hipotecadas vazias e contas mirradas (e não sei bem até que ponto). mas, pior ainda, sinto que o tempo urge e o Euro em Portugal está no mínimo ameacado (até gente do FMI o diz no Expresso) e, se estiver por um fio, ninguém saberá até àquela manhã.
há sempre incertezas à volta, mas sinto-me apaziguado com o passado, o presente e o futuro - e tu só me dás razões para isso. tento, mesmo com o trabalho intenso (que não me tem rendido como queria), aproveitar qualquer impressão da suécia e toda uma experiência que me irá moldar. o regresso a Lisboa, porém, também me faz sonhar, por tudo aquilo que já te disse. descobri que vai haver um concerto de natal dois dias depois da minha chegada, que prontamente te mostro. esta não é, portanto, uma sugestão..
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