quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Last train to London


Cai a noite em Lund, com a habitual falsa serenidade. A cidade move-se em passo acelerado, sem claustrofobias ou sobressaltos doentios. O ar é puro, tal como os arcos românicos da catedral e os enxames de bicicletas e peões que obrigam os autocarros e todo o tipo de rodas motorizadas a deambular ziguezagueando. É uma imagem caótica que as grandes janelas da biblioteca modernista e racional me mostram. É um caos organizado, circunscrito numa malha ordenada, aquele caos necessário para o encanto, sem desorientar ou causar desconforto. Mas depois caio em mim e penso porque nada me parece beliscar neste momento. Porque a sensação de te ter nos braços está a menos de três dias de distância, independentemente do caos ferroviário da senhora Thatcher. Por mais carris, ramais, pistas de aeroporto, adaptadores de tomadas e mares que nos separem, só imagino um caminho. Assim seja!

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