quinta-feira, 25 de outubro de 2012

charme operário I


as pessoas vagueavam em rumos diferentes, quase chocando umas contra as outras no aeroporto de Stansted. 

na condição nómada, a única que me unia a todos os passageiros que me rodeavam no frenesim, pouco nos distingue das tribos mongóis ou ciganas das estepes. é uma condição estranha que nos faz todos diferentes, todos iguais. todos iguais pela ausência de marcas que deixamos à nossa passagem, isto é, na materialização daqueles instantes. todos diferentes, porém, naquilo que nos move.

precisamente, nada pode haver mais belo que esta viagem à Grã Ilha. apenas porque eu viajava para te encontrar, da mesma forma que partiste na minha busca, mesmo com todo o atrito que encontraste pelo meio. se isso para ti saiu caro, para mim não tem preço.

aquilo que te quero expressar por palavras é talvez aquilo que possívelmente só ficou nas entrelinhas até agora. quero agradecer-te todo o passeio. mais do que matar saudades em todos os 'pequenos' mimos, tenho particular admiração pelos grandes gestos. falo da aula que deixaste a meio, das panquecas apressadas, da arriscada subida ao telhado, dos morangos e do sushi. vim para estar contigo, mas a maneira como embelezaste cada momento da minha estadia deixou-me ainda mais feliz.

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