quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
these times.
O tempo escoa rapidamente, mesmo que a serenidade de te escrever do interior dos lençóis da cama em alta noite dê a falsa ilusão de alguma estaticidade. Pelo menos por enquanto e pelo menos até me lembrar de novo das cinco horas que terei de dormir em ordem a acordar, com tempo, para apanhar o autocarro da manhã para Birmingham. Provavelmente tu sentirás isso de forma ainda mais flagrante, não só pelo ritmo apressado e extenuante dos últimos dias de trabalho, como também pelo modo como sei que sorverás toda a beleza de Lund em arredores nestes últimos dias.
Quanto a mim posso começar logo por te dizer que estes últimos dois dias têm-me sabido muito bem mesmo, não só pelo reencontro genuíno com a Rita e perante mim mesma (pergunto-me se isto fará sequer sentido, espero que sim), mas também porque sinto que consegui um estranho equilíbrio certo entre a voltar vaguear por Nottingham e a calma caseira. Mesmo a pequena escapadela de ontem ao Rescue Rooms com todas as suas personagens invulgares e - sejamos honestos - desajeitadas, deu ainda espaço para encontrar e meter a conversa em dia, rir e desanuviar. Fosse no ambiente confessional e sóbrio do exterior do bar, ouvindo a música indie abafada que vinha lá de dentro, a sós apenas com a Rita, as nossas bebidas e o cigarro ainda acesso dela; fosse no interior quente depois de encontrar brevemente a Diana e a Sonia por acaso (com os primos de visita) e tentar falar um misto de catalão e português, ao mesmo tempo que nos tentávamos ouvir sobre a música. Até os rapazes que vieram falar connosco, depois de ficar muito claro que não queríamos nada e da conversa resvalar para o cinema, foram boa conversa (é curioso, observava-os na serenidade divertida de sou uma batata casada enquanto sorvia o meu copo lentamente como que da distância de um narrador a quem toda a cena não diz inteiramente respeito).
Hoje a “manhã" começou na tarde do meio dia, e constatámos que o frio cortante da noite anterior deixara claramente as suas marcas enquanto fina película de gelo sobre os vidros e superfícies metalizadas dos carros e passeios. As burocracias pendentes que tinha de resolver na faculdade e a hora avançada que prossegue com a mesma rapidez que o sol pelo horizonte, fizeram-nos adiar a sessão fotográfica a Wollaton Hall em função de um passeio pela cidade e pelo mercado de Natal. Houve repes de chocolate e um frio doloroso na ponta dos dedos e da cara, e vinho na catedral Pitcher&Piano com o seu charme profano (embora só já procurássemos algum refúgio mais tarde para descongelar).
Voltámos e, cansados e com frio, decidimos ficar em casa e saltar o swing com swag. Para outra altura talvez, mas não me arrependo deste dia. Acho que tanto a Rita como o Henrique se deram bem, pelo que o serão correu até tarde só de conversa, tostas e muito chá de meia noite. Espero-te muita sorte para esta apresentação e principalmente que aproveites o tempo em mãos - por meu lado aguardo também por ti.
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