terça-feira, 11 de dezembro de 2012

da bonança (ou quase)

o dia começou cedo, ainda era escuro. na bruma matinal, pouco se distinguia, tal era a camada de neve. havia carros camuflados e espessas mantas que saíam dos telhados, ficando suspensas e ameaçando cair a qualquer momento. sentado no equilíbrio precário da bicicleta, a espessura da neve impede uma trajectória elegantemente rectilínea. os travões acumulam neve e as mudanças foram derrotadas pelo gelo. subir a encosta com a mudança da descida deixa-me derrotado, porém, a beleza dos galhos das árvores e do céu onde, excepcionalmente e tímidamente espreita o sol recompensam-me em cada segundo.

o resto tempo derreteu-se em apresentacões, sem que eu apresentasse (fa-lo-ei amanhã às 8 e meia) com críticas mansas, independentemente da qualidade dos trabalhos. houve um que foi amplamente elogiado, ironicamente aquele que antes fazia questão de ver. "no one demands anything from you", dizia-me o Olle, sueco de gema, temendo que o país seja condenado ao triunfo da mediocridade. talvez tenha razão. certo é que o café, o chá e o almoço, oferecidos pela faculdade ao longo do dia, faziam-nos rejubilar. o almoço foi animado, discutimos o nosso futuro e as possíveis visitas, um "tenho de ir a Lisboa", que sabe sempre bem ouvir. o Payam fez a apresentação mais animada de todas, "of course politicians will say NO to my proposals, 'cause they belong to the right-wing so they hate bikes", entre outras pérolas.

agora vem o lazer. tenho a maqueta a olhar para mim mas não tenho grande vontade de lhe tocar. o presépio pós-moderno tem de ter o estábulo mal enquadrado. ou então ele pode nem aparecer. talvez apareçam dois reis magos. com sorte.

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