É verdade que me inspiras, na forma como concentras tantas virtudes que, para mim, ainda são mais valiosas. E que gosto da tua sensual discreção, da tua simplicidade e modéstia nos gostos e nos gestos, na moderação das tuas palavras belas, pausadas e pautadas de harmonia. Pelo menos para mim, és um equilíbrio que diria impossível entre essa moderação e a certeza de convicções (equilíbrio esse onde eu claramente peco). Gosto de ti porque gosto de ti, porque sinto que despertas o melhor que há em mim de uma forma que eu só espero corresponder, fazendo-te sentir inspirada nas tuas criações - como as que ontem à noite me maravilharam (e outros projectos que certamente aparecerão). O teu swag na presença, a voz doce e quente, o riso trocista e os cabelos ao sol.
Podia alongar-me nas coisas que, em ti, me despertam, aspectos mais ou menos racionais, mas sinto que a descrição que fizesse de ti ficaria sempre aquém daquilo que és. Porque, talvez com o tempo e com tudo o que vivemos juntos, ao ficarmos pele com pele, com os chakras alinhados e uma bússola no pensamento, o mundo das palavras, ditas ou escritas, perde qualquer forma de protagonismo.
Quero que te sintas bem. Quero que não sintas que entre nós há um fosso. O fosso aparece com a falta de diálogo, com o medo de confrontar. O senhor Monet achou por bem encher o fosso do seu jardim com nenúfares e borboletas! E eu sinto que nos complementamos a ponto de nos excedermos. Pelo menos falo por mim. Tu tens (e dás-me) a moderação e a serenidade que me falta. Incitas-me a aproveitar o dia, é certo, sem ter aqueles picos alternados de modorra e stress, quase bipolares, que eu antes tinha, e dás-me uma segurança na existência só comparável à religião. Da mesma maneira que tu me fazes sentir que dás mais de ti ao mundo (de forma saudável e não alienada) comigo ao lado.
O que eu disse há três dias também me desconcertou. Disse algumas aberrações que te terão ofendido legitimamente e das quais me arrependo, como o questionar das nossas conversas rotineiras. Acima de tudo, o que disse foi o reflexo de tempos conturbados recentes, aliados a uma forma de tédio que surge quando quase toda a gente está em exames, e que dá espaço a pensamentos obscuros. Não acho, de todo, que o Erasmus tenha sido inútil a gerir a distância, nem que eu me tenha sentido infeliz ao longo do tempo. Pelo contrário, sempre me deste força. Também não estranhes o estalar da angústia a duas semanas do teu regresso, porque, como já te disse, as circunstâncias agora são outras. Eu afeiçoei-me à tua forma de comunicar antes, e a adaptação mútua é constante. Quero que confies na minha forma de me exprimir altamente sui generis, nas minhas emoções. Deduzo, da conversa que tivemos, que tenho um aspecto a mudar: ganhar sangue frio e discernimento para te preparar quando eu não estou bem. Esse tem sido o meu maior erro, não é intencional, mas tudo quero fazer para o mudar.
De resto, acho que aquilo que temos de fazer é não pensar. É sermos nós mesmos. Porque tive a catarse exagerada (comigo é difícil ser de outra maneira, infelizmente) e porque sinto cada vez mais que existe algo, para além das pequenas coisas, que teima em não esmorecer.
O que eu disse há três dias também me desconcertou. Disse algumas aberrações que te terão ofendido legitimamente e das quais me arrependo, como o questionar das nossas conversas rotineiras. Acima de tudo, o que disse foi o reflexo de tempos conturbados recentes, aliados a uma forma de tédio que surge quando quase toda a gente está em exames, e que dá espaço a pensamentos obscuros. Não acho, de todo, que o Erasmus tenha sido inútil a gerir a distância, nem que eu me tenha sentido infeliz ao longo do tempo. Pelo contrário, sempre me deste força. Também não estranhes o estalar da angústia a duas semanas do teu regresso, porque, como já te disse, as circunstâncias agora são outras. Eu afeiçoei-me à tua forma de comunicar antes, e a adaptação mútua é constante. Quero que confies na minha forma de me exprimir altamente sui generis, nas minhas emoções. Deduzo, da conversa que tivemos, que tenho um aspecto a mudar: ganhar sangue frio e discernimento para te preparar quando eu não estou bem. Esse tem sido o meu maior erro, não é intencional, mas tudo quero fazer para o mudar.
De resto, acho que aquilo que temos de fazer é não pensar. É sermos nós mesmos. Porque tive a catarse exagerada (comigo é difícil ser de outra maneira, infelizmente) e porque sinto cada vez mais que existe algo, para além das pequenas coisas, que teima em não esmorecer.
Eu amo-te.
O resto vem por acréscimo.
O resto vem por acréscimo.

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